Fina flor Fina Flor eu escrevi quando estava apaixonado — aquela sensação boa, leve, quase impossível de segurar no peito. O começo da música eu lembro até hoje. O “lhe tiro pra dançar” foi um momento em que me despi de qualquer medo, sem vergonha de errar, mesmo sem saber dançar direito. Nada ao redor importava. Eu estava com ela, e dançar com ela era tudo o que eu queria. Sem medo de ser visto, porque o brilho dela já me iluminava por inteiro.
No segundo trecho, retrato o instante em que a conheci: um fim de tarde simples, mas que ganhou outra cor quando ela chegou sorrindo. Ali, eu transbordei — de um jeito que só o amor faz, sem aviso, sem medida.
A música nasce assim… quando a gente está triste, quando está feliz, quando está se
encontrando nos próprios pensamentos. Ela não é pensada, ela acontece. Frases e melodias surgem guiadas pelo sentimento, como se já estivessem prontas dentro da gente, só esperando o momento certo de sair.
E no fim, “Fina Flor” é isso: um retrato sincero de um instante que floresceu em mim — e que, de alguma forma, ainda continua vivendo cada vez que eu toco.